sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Europa tem mais carros e mata menos no trânsito - luiz flavio gomes
Enquanto as mortes no trânsito voltaram a aumentar no Brasil, atingindo um crescimento de 3,5% entre 2009 e 2010, na União Europeia a taxa média anual de redução do número de mortes se aproxima de 5% ao ano (período de 2000-2009).

Espantosamente, em números absolutos, a Europa possui aproximadamente cinco vezes mais carros que o Brasil e ainda assim mata menos no trânsito!
Em 2010 chegamos ao total de quase 39 mil mortes no trânsito, enquanto a estimativa para a União Europeia é de 32.786 mortes.
Entre os anos de 2000 e 2008 o Brasil teve um crescimento de 32% nas mortes no trânsito, com um ritmo de crescimento de 2,9% ao ano; ritmo que estatisticamente nos permite afirmar que em 2060 o Brasil alcançará 173 mil vítimas fatais, totalizando um aumento de 496% em relação ao ano de 2000.
Se considerarmos então o novo crescimento, entre 2009 e 2010 (3,5%), a situação tende a ser ainda mais drástica.
Ao mesmo tempo, na Europa, o número de mortes viárias que era de 54 mil em 2001 diminuiu para 34.500 no ano de 2009.
Essa disparidade se justifica pelo programa de educação e conscientização no trânsito que ajuda a União Europeia a alcançar um índice de redução anual bastante significativo (5%), desde o final da década de 1990.
E se esse ritmo europeu permanecer estável nos próximos 50 anos, estima-se que em 2060 o número de vítimas fatais na Europa cairá para aproximadamente 2.500, totalizando uma redução de 95% em relação também ao ano de 2000.
Tudo porque as campanhas de segurança viária nos países europeus vêm se utilizando de métodos inovadores e interessantes, investindo fortemente em vídeos publicitários chocantes que parecem realmente tem despertado a população.
Outra novidade são os controladores viários, que se diferem dos radares comuns porque não apenas medem a velocidade instantânea do veículo, possibilitando que o motorista a dissimule, mas calcula sua velocidade media enquanto trafega entre dois pontos distintos.
Esses métodos contribuem de forma significativa para a constante redução do número de mortes no trânsito europeu e devem servir de exemplo para o Brasil quando da implementação de sua política estrutural de segurança viária, tão necessária e urgente.
Somente com investimentos maciços em educação, engenharia, fiscalização, primeiros socorros e punição (EEFPP) é que o cenário brasileiro pode se alterar.

É o que há!

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