sexta-feira, 30 de junho de 2023

 

ARGUMENTO MACHISTA

Tese da legítima defesa da honra é inconstitucional, afirma Dias Toffoli

C

Esse foi o entendimento apresentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, relator da ação, ao votar nesta quinta-feira (29/6) pela inconstitucionalidade do uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio nas fases pré-processual ou processual penais, bem como no julgamento perante o Tribunal do Júri, sob pena de nulidade do ato e do julgamento.

 A análise da ação será retomada na sessão extraordinária desta sexta-feira (30/6).

A tese admite que uma pessoa (normalmente um homem) mate outra (normalmente uma mulher) para proteger sua honra, em razão de uma traição em relação amorosa.

OPINIÃO: Nas sessões do Tribunal do Júri nos crimes dolosos (intencionais) contra a vida de alguém (homicídio, aborto etc), o advogado não poderá, de acordo com o ministro, alegar a  tese de legítima defesa da honra em crimes passionais, sob pena de nulidade. 

Creio que face o princípio da Plenitude de Defesa, a tese (mesmo que odiosa e nojenta) pode ser utilizada, permitindo aos jurados que decidam de acordo com suas íntimas convicções.




quinta-feira, 29 de junho de 2023

 PODE O JUIZ USAR UMA LEI QUE JÁ FOI REVOGADA?

João, no dia 13.10.2020 comete um delito (roubo), na vigência da cujas penas variam entre 4 a 10 anos de prisão.  O juiz dará a sentença no dia 09.04.2021, todavia nessa data entra em vigor uma lei mais severa (Lei 2) que aumenta as penas do crime de roubo para de 06 a 12 anos de reclusão.

Nesse caso, qual lei deverá ser aplicada, a lei 1 que possui pena menor na data do fato, ou a lei 2 que entrou em vigor no dia da sentença, sendo mais maléfica ao réu?

 Note-se que a L1 já encontra-se revogada pela L2

Será aplicada a L1 pois, a lei não, conforme o artigo 2º do Código Penal, não pode  retroagir, isto é, quando prejudicial ao acusado ela não poderá ser utilizada, portanto, o juiz ao sentenciar usará a lei antiga, mesmo que ela não mais esteja vigente.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

 OS SUJEITOS RESPONDERÃO POR HOMICÍDIO?


CASO PENAL

João e José, que nem se conheciam e nem fizeram acordo para matar Joaquim, armam uma emboscada e atiram na vítima, que vem a morrer. A perícia não descobre de onde veio o tiro fatal, assim por qual crime responderão os dois?

Tentativa de homicídio, pois, a única coisa que se sabe era a ideia homicida de cada um, porém a perícia não conseguiu identificar de qual revólver veio o tiro fatal, a única certeza é que houve, no mínimo o crime tentado.

Por outro vértice, caso João e José houvessem combinado a emboscada reunindo-se em coautoria, um aderindo à conduta do outro, responderiam por delito de homicídio

terça-feira, 27 de junho de 2023

EXISTE UM ARREPENDIMENTO PÓS CRIME QUE PODE REDUZIR A PENA DE QUEM  RECEPTOU UM BEM (MOTO)?

CASO

João furta a motocicleta de um conhecido, e depois a vende a José que fica com a moto.
Passado um tempo a polícia descobre tudo e prende os dois infratores.
A pergunta é sobre a  possibilidade do receptador José devolver a moto com o intuito de diminuir a pena. 

O Código Penal  em seu artigo 16  responde que se não houve violência na conduta do agente, e se este devolver o bem ou reparar o dano até um dado momento (recebimento da denúncia), o juiz poderá reduzir a pena de 1/3 a 2/3. 
Exemplo: pena de 2 anos de reclusão com redução máxima (2/3), a sanção final ficará em 08 meses.
Obs. a redução é cabível em crimes praticado sem violência: estelionato, furto, apropriação indébita etc.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

 

NO BRASIL, FUMAR MACONHA REALMENTE É 

CRIME?

 

Lei de drogas

Art. 28 - Comprar, guardar ou portar drogas sem autorização para consumo próprio 

 sistema de leis penais em nosso país é o escrito, onde consta as condutas que a pessoa não pode fazer (ex. art. 121 – matar alguém, art. 155 – furtar alguém etc), assim se praticarmos tais condutas (matar ou furtar) estaremos praticando crimes. 

A Lei de drogas descreve as conduta de “portar, comprar ou guardar drogas” ilicitamente”, de forma que se assim agirmos estaremos cometendo o delito de portar drogas, por exemplo.

Note-se que a lei “não proíbe” fumar maconha, essa conduta não está prevista como ilegal no nosso sistema penal, o que não pode é "portar, guardar ou comprar drogas" ilicitamente.

Em suma; vale o que está escrito na Lei Penal (Princípio da Legalidade, art. 1º do Cód. Penal)



 

Suprema Corte dos EUA nega a presos segunda chance para defender inocência. 

João Ozório de Melo - Conjur



A Suprema Corte dos EUA decidiu que um prisioneiro federal, que já entrou com um recurso no passado, não pode contestar sua condenação pela segunda vez, mesmo que uma decisão posterior da própria corte o tenha tornado "legalmente inocente". Ou seja, a corte decidiu, por 6 votos (conservadores) a três (liberais), que um prisioneiro só tem direito a um recurso, mesmo que uma nova lei ou jurisprudência com efeito retroativo o tenha tornado inocente mais tarde. E deve continuar preso até cumprir sua sentença.

E NO BRASIL?

Há uma infinidade de recursos contra uma sentença condenatória, que  somadas à deficiente estrutura do Judiciário e das do caso  Polícias, fazem demorar muito a conclusão: 

 o acusado é culpado ou inocente?


 PODE ISSO, JUIZ?

Guardas municipais avistam um homem em atitude suspeita na Rodoviária e decidem abordá-lo, e acabam por efetuar a captura, levando-o à Delegacia, situação essa  em que o Delegado lavra o flagrante pelo delito de Receptação, art. 180 do Cód. Penal.

Por fim, o juiz condena o acusado à pena de prisão.

Pergunta-se: agiu certo o Juiz?

Resposta: Não.

Pela Constituição, a GM (Guarda Metropolitana) não tem essa atribuição ("competência").

A GM não têm permissão para realizar  atividades  investigativas,  atividade típica das Polícias Militar e Civil e Federal.

Diante dessa situação a captação da prova (objeto que fora furtado) torna-se ilícita, portanto gerando a nulidade da sentença do juiz, com a consequente absolvição.



domingo, 25 de junho de 2023

 O QUE SIGNIFICA DIZER QUE O REÚ NÃO PODE SER OBRIGADO A PRODUZIR PROVAS CONRA SI?     EXEMPLOS


É um direito que todo acusado da prática de um delito tem perante o estado (juiz, promotor, delegado), isto é, o Judiciário ao julgar alguém deve respeitar esse direito  e não obrigar o réu a fazer qualquer tipo de prova contra si.  Está previsto na na Constituição e nos Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos em que o Brasil seja parte.

E se o acusado for obrigado?

A prova poderá  ser afastada dos autos, e não valerá como  contra o acusado, bem como, eventualente quem a fez poderá responder um processo criminal, com o tortura por exemplo.

Exemplos

Não pode: fazer exame de sangue, teste de escrita (exame de grafia),ser submetido ao teste do bafômetro (assoprar o aparelho), confessar eventual crime etc.



sábado, 24 de junho de 2023

 TENTATIVA DE HOMICÍDIO??

João, querendo atirar e matar seu desafeto Joaquim em uma briga, dá-lhe 2 facadas no peito, sendo que Joaquim mesmo que gravemente ferido pede para que João cesse a agressão e o leve ao hospital para ser salvo. Diante disso, João  leva a vítima ao Hospital, onde esta fica 2 meses internada, sendo que após esse prazo, obtém alta.

QUAL CRIME HOUVE

Não é tentativa de homicídio e sim lesão corporal, pois, nos termos do artigo 15 do Código Penal se o autor se arrepende, e esse arrependimeto é eficaz, o autor somente será responsabilizado pelos já atos praticados, isto é, pelas lesões corporais pois impediu a consumação do resultado morte, cessando as agressõe e levando a vítima ao hospital, onde foi salva.

 É bom ressaltar que tal caso será levado ao Tribunal do Júri, que julga crimes dolosos contra a vida, e lá os jurados decidirão, podendo absolver ou condenar face a soberania em julgar uma causa.

Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Por que não fica presa a pessoa que é pega em flagrante praticando um crime hediondo (ad exemplum, o homicídio?

É em razão da Constituição que assegura que aos acusados em geral, a prisão somente será cabível somente depois de uma condenação final, isto é, quando já não suporte mais recursos defensivos. A regra é a presunção de inocência, e se a Constituição assegura esse direito, a culpa não pode ser presumida, ou seja, precisa de uma sentença condenatória em definitivo para a prisão até mesmo daquele réu preso em flagrante.

Mas, isso não quer dizer que o acusado não poderá ser preso: poderá sim - por exemplo, quando ele estiver ameaçando testemunhas, peritos ou outras pessoas ligadas ao processo, ou se estiver destruindo provas ou mesmo se estiver fugindo.


 

STJ absolve homem acusado de tráfico que ficou em silêncio na delegacia - conjur

Conforme o artigo 186 do Código de Processo Penal, qualquer cidadão envolvido em um procedimento investigativo da Justiça criminal tem o direito de se manter em silêncio e não colaborar. O silêncio não significa confissão e não pode ser interpretado em prejuízo da defesa, pois mesmo um inocente pode se sentir ameaçado perante a autoridade policial.

Condenação pelo Tribunal de Justiça de São Paulo

Em juízo de primeiro grau o réu foi absolvido, porém o Ministério Público  recorreu e o TJSP condenou o réu a cinco anos de prisão em regime fechado.

 Para os desembargadores, se a versão apresentada em Juízo fosse verdadeira, "certamente o réu a teria apresentado perante a autoridade policial".

Comentários: O direito ao silêncio, seja ele na fase policial ou perante o magistrado não pode ser interpretado como uma presunção de culpa, aos moldes do adágio "Quem cala consente". Chega a ser um absurdo jurídico, data vênia, punir quem exerce um legítimo direito. Ponto para o STJ.




 

Posse de Cristiano Zanin como ministro do STF será em 3 de agosto - conjur.com.br 



A posse de Cristiano Zanin como ministro do Supremo Tribunal Federal será em 3 de agosto. A data foi marcada pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber, nesta quinta-feira (22/6), um dia após o Senado Federal aprovar o nome do advogado para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Ricardo Lewandowski

Comentários - Com a posse de Zanin, haverá uma outra visão das causas levadas ao Supremo vez que ele é Advogado, e como tal, tende  mais aos respeitos de direitos  e  garantias individuais do réu.

terça-feira, 24 de março de 2015

II.ÔNUS PROBATÓRIO: é de quem acusa

                                                        Lecionam os mestres e aprendem os discípulos que face os princípios processuais penais (Presunção da Inocência), a carga probatória acerca do delito imputado cabe exclusivamente ao Acusador, ou dito de outra forma, conforme doutrina de Aury Lopes Jr, in, Direito Processual Penal, Saraiva, 9ª edição, página 549. 
“A partir do momento em que o imputado é presumidamente inocente, não lhe incumbe provar absolutamente nada. Existe uma presunção que deve ser destruída pelo acusador, sem que o réu (e muito menos o juiz) tenha qualquer dever de contribuir nessa descontrução.
FERRAJOLI, esclarece que a acusação tem a carga de descobrir hipótese e provas, e a defesa tem o direito (não dever) de contradizer com contra-hipóteses e contraprovas. O juiz, que deve ter por hábito profissional a imparcialidade e a dúvida, tem a tarefa de analisar todas as hipóteses, aceitando a acusatória somente se estiver provada, e não a aceitando, se desmentida ou, ainda que não desmentida, não restar suficientemente provada”.
Em linguagem mais simples, significa dizer que se a Acusação quer provar um fato supostamente cometido ao réu, ela é quem deve provar o alegado, e caso isso não o faça, independentemente de o acusado contestar ou não, o Magistrado deve absolver o réu, pois, a presunção de inocência não foi desconstituída por quem tinha tal mister.
Outrossim, na mesma obra, Aury Lopes, assevera que “no processo penal, não há distribuição de cargas probatórias: a carga da prova está inteiramente na mão do acusador”, e prossegue narrando o que se tem visto atualmente nos foros brasileiros: “sentenças e acórdãos fazendo uma absurda distribuição de cargas no processo penal, tratando a questão da mesma forma que no processo civil. Não raras são as sentenças condenatórias fundamentadas na “falta de provas da tese defensiva”, com se o reú tivesse que provar sua versão de negativa de autoria ou da presença de uma excludente”, ou, sintetizando, “nulla accusatio sine probatione”.
Outrossim, não bastasse o exposto acima, bom é reforçar  que o princípio in dubio pro reo, confirma a atribuição probatória ao órgão acusador.
Não se nega que há doutrinadores que sustentam que cabe à Defesa provar uma excludente de ilicitude, por exemplo, entretanto, s.mj., é um erro lamentável, vez que é dever do Acusador “provar a presença de todos os elementos que integram a tipicidade, a ilicitude, e a culpabilidade, logicamente, a inexistência das das causas de justificação”, conforme acentua Aury Lopes, anteriormente citado.
Sr. Magistrado, o que se assevera nesta peça defensiva (inclusive dos direitos e garantias individuais), é que não se pode, de maneira alguma inverter a carga probatória para a defesa, pois, para esta garante-se a Presunção de Inocência (princípio superior às leis, v.g., cpp 156), simples assim, todavia, muitas vezes o óbvio, o simples, causa enorme confusão em grandes mentes.
Tourinho Filho, ao analisar o cpp 156, in, Código de Processo Penal Comentado, 14ª edição esclarece:
“Por outro lado, cumpre observar que em função do princípio da presunção universal de inocência, “o encargo de destruíla recai sobre os acusadores enão existe nunca ônus do acusado sobre a prova da sua inocência” (F. Gomes de Liano, La prueba em el processo penal, p. 22), sendo tal escólio seguido pelo Ministro Marco Aurélio, no HC 74.704:
“Ao Estado-acusador, e somente a este, cumpre desincumbir-se da prova da existência e autoria do crime”.
Por fim,  o cpp 156, embora vigente, não possui plena validade jurídica ( plena eficácia, nos dizeres de Ferrajoli), pois, em parte, afronta direta à Constituição Federal e à Convenção Americana de Direitos Humanos atesta que “a prova da alegação incumbirá a quem a fizer”, tendo-se em vista que vigora a Presunção da Inocência (que somente será destruída a partir do momento em que a Acusação provar o fato alegado na peça inicial acusatória), tanto é que Fauzi Hassan Choukr, com clareza ensina:
“A disciplina constitucional exige a releitura do artigo em comento (cpp 156), afim de adequá-lo à estrutura da CR e da CADH, sob o risco de, em não o fazendo, tornar-se letra morta à presunção de inocência, fundamento maior do relacionamento do acusador público para com a prova”. 
No mesmo sentido, cita as lições de Afrânio Jardim:

“Na verdade, o que a nova Constituição proíbe é que o legislador ordinário inverta o ônus da prova, exigindo que o réu tenha de provar a sua inocência, sob pena de condenação em razão da dúvida. Vale dizer, a presunção de não culpado faz com que o Ministério Público ou querelante tenham de alegar e provar cabalmente que o réu praticou uma infração penal, o seja, uma conduta objetiva e subjetivamente típica, ilícita e reprovável. Tal dispositivo constitucional vem reforçar o que já sustentávamos em outro estudo doutrinário denominado “o ônus da prova na ação penal condenatória”, publicado in “ Direito Processual Penal, Estudos e Pareceres”, Rio, Forense, 1987, 2ª ed. Pp149-168 SILVA JARDIM: 1989).


LEIA A DECISÃO QUE TORNOU INVÁLIDA A PRISÃO PREVENTIVA DO LUIZ ABIN


TJ concede Habeas Corpus ao primo de Beto Richa - JL - Fábio Silveira

O desembargador Márcio José Tokars, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), concedeu Habeas Corpus liberando o empresário Luiz Abi Antoun, que ficou preso uma semana, sob a suspeita de liderar um grupo que supostamente fraudou uma licitação do governo do Estado. Abi é “primo” do governador Beto Richa (PSDB) e foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Voldemort, deflagrada na semana passada. 
No entendimento de Tokars, apesar de não ser poder “negar que os crimes imputados, em tese, ao paciente [Abi], são de grande reprovabilidade”, o empresário deve ser solto. O desembargador defendeu “medidas alternativas à prisão preventiva”, o que, segundo ele, seriam “mais adequadas” e “igualmente eficazes”.

Opinião: Consta na liminar que não houve a devida fundamentação judicial para a segregação cautelar (na verdade isso é comum..), portanto, diante desta ilegalidade, agiu com correção o TJ>
LEIA A DECISÃO:
https://www.tjpr.jus.br/consulta-2grau

segunda-feira, 23 de março de 2015

CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME SEMIABERTO- cp 33, § 1º, b

Colônia penal ou estabelecimento similar
Exame criminológico – facultativo quando do início do cumprimento de pena, cp 35.

Saída Temporária

O preso neste regime tem direito à saída temporária, sem vigilância, mediante autorização do magistrado, LEP 122:

a)visita familiar;
b)curso profissionalizante, de segundo grau ou superior;
c)atividades para o retorno ao convívio social.

Prazo – 7 dias (salvo o estudo) Até 4 vezes por ano (LEP 124)

Requisitos – LEP 123

a)comportamento adequado
b)se reincidente, cumprimento de 1/6 da pena, se não, ¼

Permissão de saída – diretor do estabelecimento ou juiz em caso de recusa, regimes fechado e semiaberto,doença grave do ccadi, tratamento médico

Saída Temporária – concedida pela vep....semiaberto, sem escolta: visita à família, cursos etc


CUMPRIMENTO DE PENA NO REGIME ABERTO– cp 33, § 1, c

Baseia-se no senso de responsabilidade e autodisciplina, em casa de albergado ou estabelecimento adequado, para trabalhar e/ou estudar. De noite, feriados, recolhe-se.


POGRESSÃO:
Fechado-Semiaberto. LEP 116 e CP 33, § 2º

A pena privativa de liberdade será executada de forma progressiva

Dois requisitos: cumprimento de 1/6 da pena (mesmo que seja superior a 30 anos). STF 715
                        Bom comportamento em cárcere (diretor)
                        Obs. Exame criminológico: é facultativo – Prática – crimes violentos. STJ 439
                        Obs. O juiz deve ouvir as partes
                        Falta grave – LEP 50: fuga, posse de arma, celular etc.

Crimes contra a Administração pública – cp 33, § 4º - reparação do dano

Progressão por saltos:
Proibida a direta passagem do fechado para o aberto. LEP 112: exige o cumprimento de 1/6 da pena no regime anterior (semiaberto). STJ 491

OAB: Falta de vagas no semiaberto: aguardar no fechado? Não. Aberto.
                                                         Ocorrendo a vaga? Vai para o semiaberto.

Súmulas importantes:
717 – progressão em prisão especial
716- progressão provisória
491 per saltum

  
PROGRESSÃO:
Semiaberto-Aberto – LEP 113

Requisitos: os mesmos (1/6 de cumprimento + bom comportamento carcerário), mais possibilidade de emprego imediato.

Progressão para Delitos Hediondo e equiparados CF 5, XLII

O Início da pena, não é obrigatoriamente o fechado: para que isso ocorra deve o juiz fundamentar, ou que seja reincidente o condenado. HC 111.840 x art. 2, § 1º

Tempo – 2/5 da pena, e se reincidente, 3/5.
Progressão de Regime x Execução Provisória – LEP 2º, § único.

É possível ocorrer a progressão de regime antes de decisão final irrecorrível?
Sim. STF 716 e STF 717 (mesmo em prisão especial).

Condições (STF):

1-o mp não pode ter recorrido, isto é, já hever o tj para o mp (no tocante à pena)
Exemplo –condenação a 12 anos...cumpre 1/6 (2 anos)...pode ir ao semiaberto

2-havendo recurso do mp para o aumento de pena: cumprimento de 1/6 da pena máxima prevista no delito
Exemplo – condenado a 6 anos...crime de roubo...cumpre 1/6 sobre 12 anos (pena máxima). CP 333 – STF, HC 90.893-sp, 1ª T, 05.06.2007 . Mais os requisitos...

Regressão de Regime

-É a transferência do condenado para um regime mais gravoso. LEP 118.
Por salto? Sim, v.g., do aberto para o fechado
Exemplo – condenado no semiaberto, comete falta disciplinar: pode ir para o fechado.


Situações: LEP 50

1-prática de fato definido como crime doloso durante a execução da pena;

2-Prática de falta grave (fuga, posse de instrumentos perigosos a terceiros-faca, tesoura, descumprimento de condições impostas no regime aberto, posse de celular (após a regressão, deverá cumprir 1/6 do resto da pena);

3- condenação por crime anterior, cuja soma de penas torne incabível o regime em curso


Obs. É obrigatória a ampla defesa durante o procedimento instaurado. Durante a apuração, a  autoridade administrativa poderá isolar o preso por até 10 dias (LEP 60)

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profissional crítico do Direito...que concilia a racionalidade com as emoções..ou pelo menos tenta....avesso à perfídia...e ao comodismo que cerca os incautos... em tempo: CORINTHIANO!!

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